Por: Patriolino Ribeiro, Greyce Feijão, Miguel Dias, Pamela Figueiredo e Ronaldo Pinto.
As novas tecnologias surgiram sob a justificativa de que trariam mais tempo livre para o ser humano que, por anos, viveu subjugado pelas opressoras atividades mecanizadas. Sob a falácia de que o ócio traria mais liberdade de pensamento, as novas tecnologias se instalaram. Vieram a internet, os chats, os palmtops, os ipods e uma gama de outros produtos e serviços voltados para o conforto e a praticidade humanas. É bem verdade que a promessa não foi cumprida por inteiro, mas, a exemplo da internet, algumas benesses chegaram e estão aí à disposição.
A Internet é também hoje uma forma de combate e participação social. Rapidez, agilidade, custos moderados e difusão mundial são as vantagens que a Rede oferece às pessoas que gostam de expressar suas opiniões sobre diversos assuntos. É cada vez mais comum pessoas participarem de movimentos sociais e tentarem mudar o mundo através da internet. A isso chamamos “Webativismo” ou “Ciberativismo” que têm em comum o uso das novas tecnologias da informação.
Essa nova tecnologia, através da internet, foi difundida mundo afora e pode ajudar, e muito, a população na gestão pública das cidades. Uma das novidades em termos de tecnologia a favor da democracia e da participação popular é o acesso a informações e a fiscalização pública da gestão de algumas cidades brasileiras. Isso propicia uma maior integração como conseqüência de uma revolução tecnológica. As pessoas não precisam estar restritas aos movimentos de rua, mas podem participar ativamente através das benesses da Rede. Por um canal rápido, direto e livre entre gestores e povo, sugestões, reclamações e alertas entre outros podem ser fundamentais no desenvolvimento de um município.
Segundo a Wikipedia, ativismo pode ser entendido como militância ou ação continuada com vistas a uma mudança social ou política, privilegiando a ação direta através de meios pacíficos ou violentos, que incluem tanto a defesa, propagação e manifestação pública de idéias até a afronta aberta à Lei. Atuar na gestão da cidade em que mora juntamente com o prefeito e seu grupo é uma forma de ativismo que pode ajudar e muito na melhoria das condições de vida da população.
“Com o advento das novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), sobretudo com a internet e o desenvolvimento do governo eletrônico (E-gov), surge a necessidade da criação de novos institutos democráticos e sua adaptação em face das potencialidades da democracia eletrônica, ou cyberdemocracia, que deve ser compreendida em todas as suas dimensões tanto teleologicamente, como também observada a partir da emergência da internet e da participação direta do cidadão na política mediante o uso das novas tecnologias” afirma a mestre e professora de Direito da Unifor, Giovana Cartaxo, em artigo publicado.
Um exemplo dessa nova tendência onde a população atua na gestão da cidade em que mora é visto no site da prefeitura de Recife (http://www.recife.pe.gov.br/) que, segundo o vereador Waldemar Borges, representa um importante avanço para a cidadania e consolida a rede mundial de computadores como um instrumento de controle da gestão pública. É a tecnologia a serviço da cidadania. Infelizmente, essa integração entre gestores e cidadãos ainda é pequena, e poucas cidades no Brasil oferecem esse sistema.
Apesar de algumas cidades disponibilizarem os serviços de participação popular, muitas pessoas desconhecem ou simplesmente não acreditam nesse canal. Segundo o estudante de Direito, Márcio Gomes, o ativismo através da internet é de suma importância para uma administração, visto que é uma forma do cidadão saber o que está acontecendo na cidade em que ele vive, principalmente dos eventos.
Quando se fala em atuação na gestão municipal, não se pensa apenas em dados resumidos do orçamento municipal, mas também em indicadores urbanos da cidade, a agenda cultural e pesquisa de preços em supermercados. Ainda de acordo com o vereador Borges, “A transparência na administração e o incentivo na participação da sociedade na gestão pública são os principais resultados trazidos”.
Outro Estado que possibilita a participação popular na administração pública é Manaus. Segundo dados contidos no site (http://www.manaus.am.gov.br/transparencia), a Prefeitura Municipal visa a incentivar o controle social para que as práticas da administração pública seja o mais transparente possível, visto que a participação da sociedade garante o bom uso dos recursos e promove o exercício da cidadania.
Em algumas cidades, a participação popular quase não existe. Por exemplo, em Fortaleza, João Pessoa e Natal é possível encontrar apenas um “orçamento participativo” onde comunidade e prefeitura compartilham decisões, recursos, experiências e responsabilidades. Através desse sistema de participação popular, algumas transformações como construções de moradia, postos de saúde e escolas aconteceram. É preciso ressaltar, entretanto, que, em termos de tecnologia e interatividade, o orçamento participativo ainda não proporciona a integração esperada entre governo e população através da internet.
Segundo o assessor da Prefeitura de Fortaleza, Demétrio Andrade, por enquanto uma das formas mais eficazes de participação popular nas gestões é o Orçamento Participativo, “que é o carro-chefe da participação”. Ele consiste na escolha, através de eleição, de representantes de bairros e comunidades pela população local para discutirem com órgãos da Prefeitura problemas particulares da localidade e a melhor forma de aplicar os recursos nas obras e serviços. Entretanto o Orçamento Participativo só acontece uma vez por ano e a população necessita de outros meios de ser ouvida constante e diretamente.
Está sendo estudada a possibilidade de implementação no novo portal de um canal de denúncia direto com a administração pública. Enquanto essa nova opção não chega a Prefeitura de Fortaleza já dispõe de um canal aberto através de call-center gratuito pelo número 0800-285 0880. É o Fala Fortaleza e ele funciona recolhendo todas as reclamações e encaminhando para a regional e secretaria responsável. Ao fim de cada mês um relatório fornece o número de ligações, o número de reclamações, a quantidade que foi resolvida e o que continua pendente. Para Andrade, “precisamos da participação efetiva da população para as regionais (SER) tomarem conhecimento e fazer o que lhes cabe”.
Nota – Depois da conclusão de nossa reportagem, o novo portal da Prefeitura de Fortaleza entrou no ar com um espaço, loga na página inicial, para reclamações, sugestões e opiniões.

O avatar, ou seja, o bonequinho que representa o usuário, pode ser modificado a qualquer momento, podendo ou não deixá-lo parecido com seu dono. Na verdade, o que mais vemos são avatares com corpos sarados, mulheres e homens belos e com roupas e acessórios de grife (sim, lá você pode adquirir bolsas Lui Vuitton, Gucci, tênis Nike e etc), parecendo verdadeiros modelos.



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