Publicado por: blogjorgreycefeijao | Setembro 16, 2008

Que trem é esse, hein? :)

 

 No início a idéia me pareceu um pouco estranha, afinal, nunca tinha andado de trem e a experiência seria, no mínimo, curiosa tanto para mim quanto para meus colegas de equipe. Porém, como futuros jornalistas, nada mais interessante do que sair da rotina e encarar um desafio totalmente novo.

O ambiente estava tranqüilo, poucas pessoas esperavam a chegada do trem, outras lanchavam em diversos quiosques (por sinal, uma mesma senhora cuidava de três ao mesmo tempo…) distribuídos pela estação, alguns cochilavam no banco, demonstrando claramente seu cansaço.

Chegando na estação ferroviária João Felipe, o primeiro passo seria escolher o destino. O nosso foi Caucaia e o percurso duraria aproximadamente uma hora. Logo de início pude perceber os mais diversos tipos de pessoas saindo e entrando no trem. Fiquei imaginando a história de vida de cada um deles e o porquê de escolherem ir de trem e não outro meio de transporte mais conhecido, como o ônibus. Fiquei com esse questionamento.

Na hora de partir rumo ao nosso destino, procurei, juntamente com meus amigos, me sentar próxima a alguém que tenha me chamado atenção. Percebi logo um senhor, que usava um chapéu preto na cabeça. Conversando com ele, descobri que tinha oitenta e três anos e andava de trem há muito tempo, é quase um patrimônio da estação! Ele se empolgava ao contar sua história e sobre tudo que já viveu ali, as pessoas que conheceu e como eram as mulheres na sua época. Cada viagem de trem remetia a um filme em sua memória..

Também conversei com uma senhora que carregava uma sacola enorme de roupas e morava em Jijoca. Ela saia de lá todo dia rumo a Fortaleza, comprava roupas e vendia em Caucaia e na sua cidade. Cada um se virando como pode, assim é o nosso país…


Na viagem de ida, as portas do trem estavam abertas e aquilo que gerou uma aflição enorme. A todo instante pensava que ia cair alguém, pois o povo é tão acostumado que fica em pé ali mesmo, inclusive um rapaz numa cadeira de rodas.

Uma figura mesmo foi um senhor que se vestia igualzinho a um cantor de brega conhecido, e conversava bastante com o tal rapaz deficiente que só faltava cair da porta (e eu agoniada em cada tremida do trem, aff!). O único problema é que se jogasse um palito de fósforo perto dele ele explodia, o indivíduo era álcool puro…(risos)
No final da viagem já estávamos descontraídos e até nos aventuramos em algumas poses na tal porta aberta. E, pra falar a verdade, nós éramos as figuras mais destoantes da estação de trem…

Alunos da disciplina Oficina em Jornalismo
Alunos da disciplina Oficina em Jornalismo, só intelectuais…

Publicado por: blogjorgreycefeijao | Agosto 26, 2008

Sobre blogs…

        Diante de tantas novidades que nos são oferecidas na web, não tem como ficarmos indiferentes aos blogs, que hoje fazem parte do dia a dia de muitas pessoas, muitas vezes é quase um confidente, um amigo íntimo ou o mais rápido dos informantes.

       O blog funciona como um registro freqüente de informações que podem ser pessoais ou notícias de interesse público. Possui mecanismos de interação, permitindo conversas entre grupos. A maioria das pessoas, principalmente o público jovem, utiliza esse recurso como diário. Porém, é importante se ter cautela quanto ao abuso de gírias e abreviações de palavras utilizadas pela grande maioria dos jovens aos postarem em seus blogs.

    Funcionando como ferramenta para um novo gênero de jornalismo ao expor opiniões livremente e possibilitando a interatividade, o blogjornalismo é uma novidade positiva, pois aproxima o leitor da notícia, pois este pode enviar  temas que considerem importantes a serem discutidos, onde o foco é opinar e fornecer referências (links) sobre um determinado tema. É, de certa forma, uma maneira de se “antecipar” notícias em relação ao impresso.  Atualmente, empresas passaram a adotar o recurso do blog institucional, expondo na rede informações aos consumidores, clientes e demais interessados, possibilitando que a empresa seja vista de várias formas, por diferentes públicos.

    As vantagens são grandes tanto para a comunicação interna quanto externa, possibilitando a troca de informações entre funcionários, chefes e o público em geral. Uma das principais características do texto para o blog é justamente a informalidade, a liberdade e descontração, com textos mais sucintos e dinâmicos, sem deixar de ser opinativo.

Mais sobre o assunto:

http://www.bocc.ubi.pt/pag/pereira-luis-novos-rumos-do-jornalismo.pdf 

 

 

 

Publicado por: blogjorgreycefeijao | Agosto 21, 2008

Don’t cry for me Brasil…

      Inacreditável. Esta é a única palavra para se definir o resultado amargo brasileiro do clássico duelo entre Brasil e Argentina nas Olimpíadas de Pequim 2008, perdendo assim a oportunidade de disputar a final contra a Nigéria.

      Que o Brasil já não era o mesmo nós já sabíamos. Que o Ronaldinho Gaúcho já não tinha mais a mesma barriguinha “tanquinho” de antes, nós também já sabíamos. Aliás, muita gente continua se perguntando o que o técnico Dunga tinha na cabeça ao convocá-lo mesmo fora de forma e sem jogar durante um tempo. Vai ver nosso técnico leva ao pé da letra a máxima do nosso povo: “Eu sou brasileiro, não desisto nunca!”. Ele eu não sei, mas os brasileiros estão bem desacreditados em nossa seleção…

       Mas o pior de tudo isso não é a barriga do Ronaldinho ou a teimosia de Dunga, é PERDER PARA A ARGENTINA DE 3X0! aí é demais. Percebendo que a coisa já tava feia mesmo, nossa seleção partiu para a técnica de nossos hermanos, ou seja, partiram para a (com o perdão da má palavra) porrada, provando definitivamente que o nosso futebol tão admirado pelo mundo afora estava um fiasco. E cá entre nós, os Argentinos arrasaram com a gente, deram uma verdadeira aula de futebol. Teremos que engolir isso à seco e levar mais um bronzezinho para casa. É a vida…

      É claro que nem tudo está perdido, pois temos jogadores brilhantes que podem ser muito bem aproveitados. Porém, a maioria se preocupa mais com sua imagem de jogador “popstar”, com seus salários milionários, e na hora de mostar serviço tenho a impressão de que desaprenderam a jogar. Uma boa solução seria buscar atletas realmente interessados e dedicados à carreira e ao treinamento, que vêm se destacando nos times e não pensam apenas em colunas sociais, patrocinadores e cifras astronômicas.

     

     

 

 

Publicado por: blogjorgreycefeijao | Agosto 21, 2008

“OS CANDIDATOS SÃO PEÇAS DE VENTRÍLOCOS NAS MÃOS DOS MARQUETEIROS”

     Em palestra realizada aos alunos do curso de Comunicação Social na manhã do dia 21 de Agosto, o professor da UFBA Wilson Gomes deixa claro que a mídia influencia diretamente a relação do povo com a política. “Os candidatos são peças de ventrílocos nas mãos dos marqueteiros”, afirma Wilson, mostrando o poder e a influência exercidos pela imprensa e a publicidade, que constrói” e destrói candidatos quando bem entende.

   De acordo com o professor, existem muitas convicções compartilhadas, teses já elaboradas pelos eleitores há respeito de partidos e candidatos, citando o exemplo da eleição passada para presidente, onde ocorreu uma conspiração eleitoral contra o PT, gerando um fenômeno do primeiro para o segundo turno, visto que antes o voto no PT era algo tímido e silencioso. Já no segundo turno foi diferente, pois a imprensa burguesa havia sido desmascarada.

  Wilson enumera teses, e uma delas seria a de que os meios de comunicação e a mídia tem efeito “perverso”, e que a política seria mais verdadeira e superior se não existisse a intervenção mídiática, pois esta perturba a relação do povo com a política. Afinal, hoje já não sabemos quem responde, o candidato ou o assessor? Qual dos dois decide?

    Antes os valores eram outros, dava-se importância ao “falar bem”, a empatia do candidato com o eleitor. Hoje os valores são estéticos, a beleza é valorizada. Podemos citar a mudança de visual do presidente Lula com o passar do tempo, como forma de adaptação para a mídia, com ternos bem cortados, basba aparada e gravatas finas, bem ao estilo: “sai o peão e entra o presidente”.

    Existe uma mercantilização, uma comercialização da grande imprensa do século XX. No Jornalismo industrial ocorre uma mudança social com o aumento dos estudantes universitários e da classe média, buscando assim uma maior demanda por informações factuais, imparcialismo e relevância. Há um maior provimento de informações industrializadas, onde o objetivo é capturar a atenção do público e assim vender o que se foi produzido.

   Atualmente surgiu um novo padrão de jornalismo, um fenômeno da tv como indústria de informação e entretenimento, no qual o jornalista  passa a ser um “superstar” e muitas vezes tem mais destaque que a própria notícia, passando muitas vezes um certo ar de arrogância. Seria um fenômeno existente não apenas no jornalismo, mas na televisão em geral.

 

 

 

 

 

Publicado por: blogjorgreycefeijao | Agosto 14, 2008

AGRICULTURA DO NE SERÁ PREJUDICADA PELO AQUECIMENTO GLOBAL

 

 

     Os efeitos do aquecimento global serão mais intensos na agricultura e na pecuária da Região Nordeste, de acordo com o estudo “Aquecimento Global e Cenários Futuros da Agricultura Brasileira” realizado em parceria entre o centro de Pesquisas Metereológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

 

      Prevendo a transformação das áreas de Semi-árido em Árido e do Agreste nordestino em Semi-árido, o estudo indica que o aumento da temperatura fará com que se aumente a evaporação e diminua a quantidade de água nos solos. De acordo com com o diretor do Cepagri, Hilton Silveira Pinto, a agricultura, que atualmente é semi-árida e já está ruim, ficará ainda pior quando o solo se tornar árido.

 

     A pesquisa prevê prejuízos de até R$7,4 bilhões no PIB agrícola brasileiro em 2020, podendo ser dobrada para R$14 bilhões em 2070. As maiores perdas serão nas lavouras de café e soja. A produção de café que atualmente pertence a áreas tradicionais como São Paulo, Minas Gerais e Paraná, poderá ser cultivado no Sul da Bahia, em 2050. O Nordeste também sofrerá queda nas áreas cultivadas com milho, arroz, feijão, algodão e girassol.

 

 

 

Mais sobre o assunto:

http://www.cpa.unicamp.br/o-cepagri.html

http://www.embrapa.br/

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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